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13.10.07

The New Pornographers: Challengers

Eu sei que vocês vivem em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Bogotá, e que este blog não é uma espécie de Diário do Lago Norte e que vocês não estão nem aí. Mas me dêem um tempinho, já que hoje Brasília acordou ainda com cheiro de terra molhada (ontem à noite, a chuva voltou pra valer, depois de meses de seca) com nuvens carregadas e aquele clima gostoso para ficarmos em casa assistindo a episódios de Heroes e tomando chocolate quente.

Ai ai. Os bons tempos voltaram. E, sim, claro, esse também um ótimo motivo para vermos sem culpa todos os bons vídeos de bandas bacanas que estão disponíveis por aí. Depois do Fiery Furnaces (se vocês não tiveram coragem de tentar o clipe bizarro, por favor, força), esparrame-se no sofá para o novo momento fofura do New Pornographers, tirado da faixa-título do grande Challengers.

Lá fora, o álbum cabe feito luva no adjetivo mellow. No vídeo, talvez por isso, tudo acaba derretendo. O quadro é tomado por uma gosma verde, o casal apaixonado se funde numa nhaca cor-de-rosa e o vaso de flores se desmancha em azul. Um grude. E uma lindeza que combina muito com o momento em que a música descamba para um sensacional ô-la-ô-la-ô-la-ô-la.



O que eu mais gosto no clipe nem é isso. Outro dia eu estava à procura de um símbolo sexual e... não é que encontrei? Neko Case de All Star tomando suco de morango deixa qualquer um com falta de ar.

Musa do blog, desde já.

The Fiery Furnaces: Ex-guru

Se os Fiery Furnaces habitasse o Brasil, provavelmente chamariam nosso querido José Mojica Marins para rodar o primeiro clipe tirado do álbum Widow City, para a ótima faixa Ex-guru.

Reparem: enquanto o disco (muito bom, mas fadado a não convencer nada os que abandonaram a dupla logo depois de Blueberry Boat) se apropria de uma série de elementos do hard rock e da psicodelia setentista, o vídeo parece até um curta dirigido na marginália brasileira em meados de 1972.

A dona da idéia, Angie Waller, acertou no tom. Meio desligados, Matthew e Eleanor Friedberger (ela, como que saída de uma seita em homenagem às Panteras) passeiam por uma floresta, exibem artefatos indígenas meio toscos e são atazanados por árvores com olhos e bocas de mentirinha. Haja alucinógeno.



No meio desse circo todo, tem a música - por coincidência, a minha favorita do álbum. O refrão, inspirado em Paul McCartney, é dos grandes momentos da banda.

Cante comigo, vamos lá: She means nothing to me now, I tell myself that every day.

Acredite: em algum período da vida, essa musiquinha bobinha fará sentido para você.

11.10.07

Modest Mouse: Little motel

Eu sei que, neste exato momento, todo mundo está digerindo o álbum do Radiohead (particularmente, estou empacado na faixa All I need, a coisa mais linda do mundo). Mas vejam bem: a vida não se resume a isso, certo? Então parem de procurar as referências de Nick Drake em Faust arp por um minutinho e vamos a outro assunto, por favor. Tá?

O Modest Mouse, uma dessas grandes bandas a que você vai recorrer depois de cansar de In Rainbows, acabou de lançar clipe novo. Da faixa Little motel, que está no (belo) álbum We Were Dead Before the Ship Even Sank.

Não sei se gosto tanto assim do vídeo. A idéia de contar uma historinha assim, de ponta-cabeça, é uma fórmula que diretores espertinhos usam de vez em quando. Mas há algo muito certo na combinação dos acordes desta balada triste e as luzes meio mortas da cidade. E o desfecho é de partir o coração.



Ok, voltemos ao Radiohead.

6.10.07

The Hives: Tick, tick, boom

O tempo passa, o tempo voa, e o Hives está entre nós novamente. No aquecimento para lançar The Black and White Album, programado para o dia 15 de novembro, os suecos-espoleta já estão dando saltos por aí.

Já sabemos de algumas novidades: o produtor do disco será Dennis Herring, que cuidou de trabalhos do Modest Mouse e do Elvis Costello. E o rapper Pharrell faz participação (na produção, em algum momento, sabe-se lá como). Aliás, produtor é o que não falta no CD. Seria balaio de gatos?

Ah, e eles acabaram de lançar o clipe de Tick, tick, boom. Que, antes de virar vídeo, já tinha entrado em um comercial da Nike. Estão por cima da carne seca ou não estão?

Veja aí e diga o que acha.



Bacana. Viva o novo rock. Agora, só não vale decepcionarem feito Maximo Park, Kaiser Chiefs, The Rakes... Já basta, né.

24.9.07

PJ Harvey: When under ether

Desculpe-me. Foi mal. Mas, desde sexta-feira passada, praticamente metade da redação d'O Grude (isto é: eu) encontra-se sem palavras diante deste álbum tão curto, tão cruel e tão lindo chamado White Chalk.

Sei que vocês não estão nem aí para ele, mas eu insisto em fazer de conta que não sei.

Antes de virarmos a página para um outro assunto qualquer, mais mundano e menos assustador, que tal relembrarmos que, além de ter lançado o disco mais esquelético da temporada, PJ Harvey também escolheu como primeiro single uma canção que... ahn, bem, er... Ouça aí, depois conversamos.



Dizem que o vídeo não é oficial nem nada, mas eu não duvidaria se fosse. Ah, os mistérios doloridos da alma humana!

19.9.07

LCD Soundsystem: Someone great

Uma das músicas mais espetaculares de 2007 finalmente ganhou a chance de se materializar em single e clipe (e eu cheguei a pensar que isso nunca aconteceria!).

Aleluia, irmãos.

Tem uma notícia boa e uma ruim, qual você quer primeiro?

A ruim: o clipe, dirigido por Doug Aitken, não é essa Coca-cola toda. Por isso é inevitável passar os olhos pelas imagens, achar a idéia engraçadinha (um vulto entre nós? Oh) e, finalmente, notar que Someone great, do LCD Soundsystem, é... uma canção espetacular.

Digam se estou errado.



A boa: a música é espetacular, né?

Em tempo
O álbum novo do Foo Fighters, que nem o Diego teve paciência de dissecar, é aquela coisa morna mesmo. Mas venhamos e convenhamos: Dave Grohl nunca conseguiu juntar três faixas tão poderosas quanto as primeiras de Echoes, Silence, Patience & Grace (**). Depois de atacar os "falsários" de plantão (The pretender), desancar Courtney Love pela décima vez (mas com muita classe, em Let it die) e explodir em fúria de macho vingativo em Erase/replace (a minha favorita do disco), não há muito a ser dito. Ah, se álbuns tivessem apenas três faixas...

17.9.07

Clipe novo do Interpol

E finalmente caiu no YouTube o belo (e ultrapretensioso, como tudo o que eles fazem) video de No I In Threesome, do Interpol, que havia sido liberado hoje apenas no player de videos da Amazon.com.

Filmado como um único e falso plano-seqüência , No I In Threesome tem ecos de Tarkovski aqui e ali e é beeeem melhor que o frustrante video de The Heinrich Maneuver (que, não fosse pelos dois últimos segundos, seria uma obra-prima).

O clipe é dirigido por Patrick Daughters, que fez videos para a Feist (inclusive o incrível 1 2 3 4), Kings of Leon, Beck, Liars, Muse, vários dos Yeah Yeah Yeahs (Maps é do sujeito) e, pelo jeito, adora um plano-seqüência. Talentoso, ele.



Gostaram?

15.9.07

R.E.M.: I took your name

Como interpretar o dia em que uma banda muito íntegra começa a lançar desesperadamente coletâneas de greatest hits e álbuns ao vivo? Reflexo de crise das gravadoras? Ou sinal de decadência mesmo?

O R.E.M. faz de conta que o fracasso (alguém lembra?) Around the Sun não existiu e retorna novamente ao próprio passado no projeto R.E.M. Live, que sai dia 16 de outubro pela Warner.

O disquinho terá também versão em DVD. É daí que começam a escapulir os primeiros trechos de registros de shows, já disponíveis nos YouTube da vida.

Como, por exemplo, este aqui: uma performance glam, com um quê da turnê Zoo TV, do U2, para I took your name. A faixa está em um álbum que, mais cedo ou mais tarde, há de ser considerado um dos grandes momentos da banda - ou pelo menos um dos menos previsíveis (Monster, de 1994, que eu adoro).



A letra explica tudinho: I don't want to be Iggy Pop, but if that's what it takes... hey! Ah, certo. Então era isso, Michael Stipe?

Fonte: Stereogum

13.9.07

Japas cafeinados


J-pop e j-rock são gêneros meio restritos a um gueto no Brasil: o dos fanáticos por cultura japonesa (não necessariamente japoneses), leitores vorazes de mangá e nerds que se vestem como seus personagens preferidos (cosplayers).

Eu não dava muita atenção a bandas vindas de lá até ouvir com um pouco mais de cuidado o disco Now Is the Time! (2006), dos Polysics, uma espécie de Devo japonês animado por Red Bull depois de um choque elétrico.

Há tantas mudanças de andamento em cada música, e tantos barulhinhos, guitarras, sintetizadores e vocais incompreensíveis (em japonês, inglês e em uma língua espacial própria da banda), que a experiência de ouvir o álbum pode se tornar um pouco incômoda em dias propensos a enxaquecas. Eu mesmo ouvi a coisa toda aos poucos, em doses cuidadosamente planejadas para não sofrer uma overdose de informações sonoras.

Baixei só um disco. Vou demorar para baixar outro (há mais 6). Mas vou. Não resisto a nada que pegue a música pop, jogue-a na parede, pise em cima, torça-a, vire-a do avesso e tinja o que sobrou com cores berrantes. O clipe de I My Me Mine dá idéia da diversão caótica da coisa toda:



Ouça! Catch on Everywhere, Baby Bias e Electric Surfin Go Go no MySpace.

12.9.07

Kanye West: Good life

A absurdamente ridícula batalha dos rappers, todo mundo já sabe quem venceu. Mas, para pisar com força o beiço de bebê chorão de 50 Cent, Kanye West acaba de lançar um clipe muito bacana para Good life, próximo single do elogiadíssimo álbum Graduation.

O tratamento visual lembra muito as camisetas mutantes do vídeo de D.A.N.C.E., do Justice, não lembra? Ok, deve ter sido mera coincidência.